ALICE BRAGA BOA DE PAPO

Esta aí é Alice Braga num ensaio para a Vanity Fair, em que a revista enfocou os jovens talentos em ascensão em Hollywood. A matéria é do ano passado, mas a ilustração está aí só para avisar que tem uma entrevista muito boa com ela no site do MSN. Ela fala palavrão, gíria, diz que quer fazer novela, que ficou tentada (quando abriu o envelope no palco) a mudar o vencedor do prêmio que apresentou no VMB e conta como foi o "teste de bunda" para sua participação em O Cheiro do Ralo. Um docinho de coco!

VOCÊ É UMA BRITÂNICA NA CAMA?

Essa é do Blog do Tas. Uma propaganda na Inglaterra estabele um teste para as mulheres: você é uma britânica na cama? Ou faz amor como uma brasileira selvagem? (!). Se você entende inglês e é bem humorada, faça o teste (e conte aqui nos comentários qual sua nacionalidade na cama).

LINHA DE PASSE

Jornada interior

Não é de hoje que Walter Salles sempre namorou o documentário - em Central do Brasil (1998), por exemplo, já há cenas em que a ação é encenada em uma situação real, acontecendo no momento da filmagem. Em Diários de Motocicleta (2004), isso também acontece, assim como em Linha de Passe (Brasil, 2008): aqui, ele e Daniella Thomas usam e abusam desse recurso para contar a história de uma mãe e seus quatro filhos em busca de saídas para seu duro cotidiano numa periferia paulistana.

Quando Cleuza (Sandra Corveloni, premiada como melhor atriz em Cannes pelo papel) aparece torcendo em um jogo de futebol, no começo do filme, é a torcida do Corinthians mesmo que está ali, e não atores. Da mesma forma, Linha de Passe mostra fiéis reais em uma cena que se passa numa igreja evangélica, e motoboys verdadeiros numa sala de espera em que esperam um chamado. Também é o caso dos aspirantes a uma vaga em um time de futebol que participam de uma peneira. São ambientes pelos quais os cinco personagens principais transitam no filme.

Cada um procura sua maneira de melhorar a vida difícil. Cleuza, grávida, tenta esquecer das durezas do dia-a-dia nos estádios. Grávida mais uma vez, a empregada tem um problema quando a patroa começa a achar que ela não dá mais conta do serviço. O motoboy Dênis (João Baldasserini) lida com o estresse no trânsito e pouco dinheiro para ajudar a criar um filho que mal o conhece. Dinho (José Geraldo Rodrigues), funcionário de um posto de gasolina, tenta esquecer uma passagem pela marginalidade na religião. Dario, bom de bola, aposta todas as fichas de seu futuro nas peneiras que pode render uma vaga como profissional em algum clube - antes que fique velho demais para ser selecionado. E Reginaldo (Kaique Jesus Santos), ainda criança, quer apenas conhecer o pai que, desconfia, é motorista de ônibus. 

O relacionamento entre os personagens, de amor e conflitos, é a linha de passe que o filme vai acompanhando. Mais uma vez, o filme busca o realismo: os atores conviveram juntos por duas semanas na mesma casa e trabalharam mesmo nos empregos que desempenham no filme. Mas o filme de Salles e Daniella tem o mérito de não querer apenas ser uma lupa sobre uma célula de uma classe social específica (como aconteceu em A Casa de Alice, 2007, de Chico Teixeira): constrói um andamento dramático envolvente onde o destino dos personagens realmente importa, mesmo que não seja explicitado completamente no final.

Para a dupla de diretores, como em Terra Estrangeira (1995), Central do Brasil e Diários de Motocicleta, a jornada é mais importante do que o ponto final - e assim, o final (ou os finais das várias histórias) é aberto, sem uma conclusão direta a não ser a transformação ou afirmação dentro de cada personagem. Sensibilidade acima das ideologias continua sendo a saudável marca de Salles e Thomas. Uma marca que faz de Linha de Passe um dos melhores nacionais do ano.

Linha de Passe. Brasil, 2008. Direção: Walter Salles e Daniella Thomas. Elenco: Sandra Corveloni, Vinícius de Oliveira, João Baldasserini, José Geraldo Rodrigues, Kaique Jesus Santos, Denise Weinberg. Atualmente em cartaz em JP, no Box Manaíra.

ZAPEANDO

- O CQC hoje promete. Não basta o debate entre Marta e Kassab pela prefeitura de São Paulo na Bandeirantes ontem (coisa de fã: Lalá e eu vibramos quando vimos o Felipe Andreoli atrás da Marta nas entrevistas finais, após o quebra-pau), ainda vimos uma notícia na internet de que o Danilo Gentili entrou numa confusão com os assessores dela na campanha numa favela. Vai ser quentíssimo.

- Marta, inclusive, com a faca entre os dentes, tentando recuperar a vantagem perdida. Parecia também muito nervosa, lembrando o tempo todo a ligação de Kassab com Maluf e Pitta. Kassab, por sua vez, tentou manter a tranqüilidade, mas não parece ter respondido à altura. Mas se isso vai influir nas pesquisas de lá, não se sabe.

- Ontem, descobrimos a origem da minipetiz. Maysa, figurinha fácil do top five do CQC, começou a carreira no Raul Gil e o programa fez uma retrospectiva da menina, dos 3 aos 5 anos. Depois que ela imitou Ivete Sangalo, explicou a camada de ozônio, assistiu quietinha seu genérico do "arquivo confidencial", puxou um coro do auditório e tomou o chapéu do apresentador para dizer para quem não o tirava, ficamos bem assustados. O Rafinha Bastos é que está certo: é uma anã ou ou robô!

- No Esportvisão da TV Brasil, todo mundo concordou que essa derrota por 3 a 0 no Maracanã foi um acidente de percurso para um time que vai indo bem no campeonato. Bom, pra mim é um tropeço inevitável de um time que supera suas deficiências, mas não consegue ser regular por muito tempo - e uma hora elas aparecem. E em forma de uma apagão que lembrou demais a derrota para o América do México - até no placar. Gosto do Caio Junior, mas também houve consenso de que ele errou nas substituições. Como nenhum dos adversários diretos perdeu (Grêmio, Cruzeiro e São Paulo ganharam e o Palmeiras empatou), tudo ficou muito mais difícil. mas enquanto há vida, há esperança.

- A Seleção fez sua obrigação na vitória por 4 a 0 em cima da Venezuela. Poderia ter sido mais, mas o time reduziu a marcha após o terceiro gol, antes da metade do primeiro tempo. Vamos ver como vai ser no Maracanã, com a torcida querendo jogo e a Colômbia teoricamente querendo se fechar o tempo inteiro. A última lembrança no Maraca é boa: os 5 a 0 no Equador, em que Kaká fez gol até sem querer.

- Nada mais idiota no Fantástico do que aquela maneira de chamar o próximo bloco fazendo circulozinhos e setinhas numa tela. A imagem já não está lá pra gente saber do que se trata?

ABERTURAS DE NOVELAS/ ELAS POR ELAS

O reencontro de antigas amigas de colégio era o mote de Elas por Elas (1982). A abertura muito bacana se passa nos anos 1950, em preto-e-branco, numa festa da juventude das personagens. Ao som da ótima música-tema dos Fevers, elas vão emergindo maduras das imagens congeladas e transformadas em fotografias: Aracy Balabanian, Ester Góes, a linda Sandra Bréa, Mila Moreira, Eva Wilma e Maria Helena Dias. Os detalhes das cenas da festa (como a cara de desprovação de duas velhotas para toda aquela agitação) enriquecem a peça.

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