DO YOU SPEAK ENGLISH?

As salas do Tambiá Shopping, na programação desta semana, estabelecem o que deve ser um recorde local: só está passando filmes em português.

Não só as animações Wall-E e Kung Fu Panda são dublados, como também o filme de super-herói O Incrível Hulk, a comédia Agente 86, a comédia romântica O Melhor Amigo da Noiva e a estréia (também no universo super-heróico) Hancock. Sobra O Guerreiro Didi e a Ninja Lili, que é brasileiro mesmo...

COMENTÁRIO DO MÊS/ JUNHO

"Isso é o que se pode chamar de sonho chique! Eu, no máximo, sonhei certa vez que Elizabeth Taylor me emprestava algumas de suas jóias para que eu fosse fazer uma prova e elas me dessem sorte...Isso deve acontecer a quem pensa em filmes antes de dormir, ao invés de rezar".
Alana ("High society na rua", 26/6)

SEÇÃO DE CARTAS

Ah, a correspondência atrasada...

Barbara, obrigado pelo elogios. Achei Fim dos Tempos um pouco melhor, mas Shyamalan continua sendo apenas uma sombra do que já foi um dia. Você viu o filme? ("Talento vocal", 3/6)

Vitória, li o texto que você indicou. Acho que a moça foi meio dura demais com o filme, mas tudo bem. ("Estréias desta sexta em JP", 5/6)

Pô, Audaci, eu gosto das capas 1 e 3. A primeira tem muito a ver com a abertura do filme. ("Muitas charadas", 17/6)

Paulinho, rapaz, a verdade dos fatos (e das fotos) deve ser estabelecida! ("Mais páginas do Livro dos Dias", 28/4)

Julia, acho que você se enganou. Legal o comentário, mas talvez você tenha pensado que eu sou da Maurício de Sousa Produções e não sou. Suas sugestões, caso que você realmente queira que cheguem ao estúdio, devem ser encaminhadas pelo para alguns dos e-mails que vem nas revistas, ou pelo site da Mônica, ou mesmo pela comunidade da Turma da Mônica no Orkut, ok? Eu, pessoalmente, discordo: essas duas histórias específicas são emocionantes num tom mais dramático até, mas acho que as revistas tem muitas histórias divertidas. ("Duas histórias do Chico Bento", 2/2/2007)

Deia, juro que não entendi seu comentário. Bem-vinda ao blog, de qualquer modo. ("Você não é nada - nada senão adorável", 12/6)

Juliana, Réquiem para um Sonho não passou nos cinemas de João Pessoa, não. É um ótimo filme, por sinal, não deixe de alugar em alguma locadora ou ficar de olho na TV paga. ("Musas de 2007 - 4 - Jennifer Connelly", 25/6) 

Audaci e Alana, vocês são Crepúsculo dos Deuses? Eu é que tenho medo de vocês. E eu já me planejava para um post sobre "a idade dos clássicos", polêmica que já trago de uma lista de discussão, Alana e PhelipeFelipe (é outro, gente), ficou feliz com seu filme, né? Fotógrafo pode ser meio aventureiro, mesmo. E, Aline, seu filme é A Mulher Faz o Homem (1939), um clássico absoluto de Frank Capra. É o número 26 da lista de melhores filmes do cinema americano, segundo o American Film Institute. E que seu blog seja bem-vindo de volta! Aí embaixo tem uma foto e eu vou te emporestar depois. ("Se eu fosse um filme", 30/6)

Gilmarinha, eu confesso que até me peguei torcendo um pouquinho pro Fluminense (o lado carioca pode ter falado mais alto - mas não conta pra ninguém). ("Na marca do pênalti", 3/7)

TRAILER NOVO DE 'AUSTRÁLIA'

Um trailer em francês de Australia, o novo Baz Luhrmann, está no Omelete. Parece que o diretor preferiu uma narrativa mais clássica, evocando grandes épicos do passado (como ...E o Vento Levou, 1939, ou Assim Caminha a Humanidade, 1956) ao invés das pirações visuais de Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001). Cá pra nós, já era hora. A estréia aqui deve ser em 25 de dezembro.

ESTRÉIAS DE SEXTA, 4/7, EM JP

- Hancock: Will Simth é um super-herói de quem ninguém gosta: é beberrão e grosseirãoe seus resgastes ás vezes acabam em desastres ainda maiores. Quando salva um relações públicas, o cara faz uma proposta de melhorar a imagem dele através de uma série de ações. Também com Charlize Theron no elenco.

- Kung Fu Panda: Na China, panda quer ser um lutador de kung fu, mas enfrenta problemas no treinamento porque é gordo. No entanto, um perigo está à espreita. Sátira da Dreamworks aos filmes do gênero nos anos 1970. Tem Jack Black na dublagem original, mas aqui a gente fica de novo só com a dublagem em português.

MUSAS DE 2007

3 - Tainá Muller (Cão sem Dono)

Tainá Muller é a mulher do cara que escreveu o livro que Cão sem Dono leva ao cinema. Ele pode ser um bom escritor, mas, sem dúvida, a esposa é uma das coisas que ele tem de melhor. Com uma entrega surpreendente em cenas tórridas, ela é um encanto difícil de ser superado. Tanto é que figou o terceiro lugar nesse ranking. Para ver também: Eterna Magia (como Cão sem Dono é a estréia dela no cinema, só sobrou a novela das seis que ela fez depois).

Outras musas de 2007: 5678910 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15

CRÍTICA/ 'UM BEIJO ROUBADO'

Andanças de Norah

Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, Hong Kong/ China/ França, 2007, ****) é um pequeno  belo filme. Embora conte algumas histórias de desamor, em busca do sentido do amor, não pretende defender uma “grande tese” como outros que seguem estilo semelhante. O filme de Wong Kar-Wai é como sua protagonista, Elizabeth (vivida por Norah Jones): observa as histórias que se desenrolam diante dela, se vê nelas, e tenta tirar disso algum significado para si mesma.

É um filme menos possante, digamos assim, que Amor à Flor da Pele (2001) ou 2046 - Os Segredos do Amor (2004), os Kar-Wai mais conhecidos. Mas a primeira incursão do diretor chinês em um filme de língua inglesa compõe perfeitamente com o restante da obra do cineasta. Continua sendo uma obra sobre gente que, antes de qualquer coisa, sofre pelo amor irrealizado.

Elizabeth descobre que foi traída pelo namorado. Afoga as mágoas na lanchonete de  Jeremy (Jude Law) e depois parte EUA afora. Acaba testemunhando as histórias de Rachel Weisz e David Strathairn (ela o deixou e ela não consegue aceitar o fato) e de Natalie Portman (que rompeu com o pai para viver perigosamente) - e relatando tudo em cartões postais para Jeremy, que não consegue encontrá-la. Assim, Elizabeth (às vezes chamad de Lizzie, às vezes de Beth) acaba descobrindo os caminhos para voltar para casa e seguir sua história.

Kar-Wai investe fundo no visual, onde os personagens são vistos sempre através dos vidros, ou em câmera lenta, ou ainda explorando as luzes neon e os reflexos dos capôs dos automóveis. A história não corresponde a tanto clima assim, mas ainda é um belo continho a ser apreciado fatia a fatia, como as de mirtilo (o “blueberry” do título original) que Jude Law oferece a Norah Jones.

Um Beijo Roubado. (My Blueberry Nights). Hong Kong/ China/ França, 2007. Direção: Wong Kar-Wai. Elenco: Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz, David Strathairn.

NA MARCA DO PÊNALTI

É comum dizer que a decisão por penaltis é uma loteria. Não é - e cada vez é menos. É uma combinação de domínio de nervos, concentração e talento pra coisa, claro.

Qualquer goleiro deveria saber que, se esperar o cobrador bater, suas chances aumentam. Se o cobrador bater bem, o goleiro muito provavelmente não pegaria de qualquer modo. Mas se ele bater mal, o goleiro pega - no mínimo, vai no canto certo. Uma hora, pega um.

Por isso, a responsabilidade do cobrador aumenta muito. É preciso não dar chance ao goleiro adversário. Neste fim de semana, no Campeonato Brasileiro, três penaltis em jogos diferentes mostraram a mesma característica: a paradinha, aquela maldade com os goleiros. É uma arma dos cobradores - mas se o goleiro ficar parado...

E aí, chegamos ao Fluminense esta noite. Conseguiu reverter uma diferença de três gols - porque a LDU veio com dois de Quito e saiu na frente no Maracanã. Os cariocas venceram por 3 a 1 e levaram o jogo à prorrogação e, depois, aos penais. E aí, na hora H, desperdiçaram três cobranças de forma bisonha. A do Tiago Neves, então, até eu pegava. Méritos do goleiro, que pegou os três, mas os tricolores, também, não dificultaram nem um pouquinho...

CRÍTICA/ 'AGENTE 86'

Pastelão inteligente

Uma refilmagem da mistura de pastelão e sátira inteligente do seriado Agente 86 à luz das comédias de hoje, uma era em que “recursos cômicos” mais populares são flatulências e escatologias, era uma temeridade. Mas desde a primeira foto - com Steve Carell e Anne Hathaway perfeitos como Maxwell Smart e 99 - o filme Agente 86 (Get Smart, Estados Unidos, 2008, ****) já inspirava confiança. E essa confiança é correspondida.

Ter Mel Brooks e Buck Henry, criadores da série original, como consultores é um sinal, no mínimo, de respeito ao original. Mas dá para ver que foi além disso. A série se mantém fiel ao espírito e atualiza Max não como um idiota, mas como um agente competente, embora bastante desastrado. Além disso, algumas piadas parecem ter saído dos melhores momentos de Banzé no Oeste (1974) e O Jovem Frankenstein (1974) - como a foto da 99 antes da plástica. 

Logo no prólogo, o filme dá a informação de que o Controle estaria desativado desde a Guerra Fria, quando enfrentou a organização terrorista Kaos. Ao fim dos créditos, sabemos que, na verdade, nem uma e nem a outra deixou de atuar neste anos. Expressões usadas por Max no seriado ("Desculpe por isso, Chefe", "Errei por um tantinho assim") e até o velho sapatofone (que antecipava os celulares) reaparecem nos momentos certos.

O filme aproveita bem uma lacuna do seriado, que já começava com Max e 99 formando um casal. Aqui, eles ainda não se conhecem e os primeiros passos da relação com 99 são mostrados a partir de uma química de dar gosto entre os atores. Os personagens, obrigados a trabalhar juntos dividem o tempo entre a cooperação e a competição entre si. Não é um recurso original, mas aqui ele funciona que é uma beleza. Há outros lances que tem ótimos resultados, como mostrar os agentes de campo em trabalho de escritório - e Dwayne Johnson (cada vez menos The Rock) se sai bem, mais uma vez.

A contratação de Steve Carell se mostrou corretíssima. Seu tipo de humor está mais para o de Don Adams (o Maxwell Smart original), com reações contidas ao que de estapafúrdio acontece à sua volta, do que às caretas de Jim Carrey, por exemplo. Ele é a alma do filme e uma das razões para que desse certo. E Anne Hathaway está à altura do colega: é divertida como uma agente durona e a cena em que ela dribla os raios laser é tão sensual quanto aquela da Catherine Zeta-Jones em Armadilha (1999). Alan Arkin, Terence Stamp e Masi Oka (da série Heroes) completam um elenco afinado.

Se Brooks e Henry influenciaram a direção de Peter Segal ou não, o fato é que ela surpreende. Segal tem na carreira mais baixos que altos. Se teve saldo razoavelmente positivo dirigindo Adam Sandler em Tratamento de Choque (2003) e Como Se Fosse a Primeira Vez (2004), é dele também o decepcionante Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3 - O Insulto Final (1994) e a forçada de barra O Professor Aloprado II - A Família Klump (2000). Em Agente 86, ele só passa do ponto na escatologia uma vez, rapidinho, já perto do final - dá até para não levar em conta. A grande surpresa é seu ótimo desempenho nas cenas de ação, que funcionam melhor do que esperava: são realmente empolgantes. 

Por sorte, Agente 86 agrada sem dificuldades a quem nunca ouviu falar na série (que há muito tempo não passa na TV aberta). Ou a quem não lembra bem dos detalhes, para pescar as referências. Mas quem lembra, vai ser conquistado já no começo do filme, com os créditos iniciais recriando a abertura original - as portas abrindo na entrada secreta do Controle - e o tema musical a todo o volume. Poucas transposições de outro meio de comunicação para o cinema conseguiram evocar o original com tanta eficiência.

Agente 86. (Get Smart). Estados Unidos, 2008. Direção: Peter Segal. Elenco: Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne Johnson, Alan Arkin, Terence Stamp, Terry Crews, David Koechner, James Caan, Bill Murray, Ken Davitian.

*Crítica expandida do Jornal da Paraíba.

DR. BACSTÉRICO

Dr. Bacstérico, eu preciso ir comprar um jornal na banca da esquina. É seguro?

Claro - se você estiver vestido com um escafandro. Afinal, nunca se sabe quem vai respirar em você. Os seres humanos são portadores de bactérias e vírus dos mais variados tipos. Respirar no mesmo ambiente que eles é muito arriscado. Você pode pegar, sei lá, uma gripe, ou uma conjuntivite. Se você precisa mesmo ler o jornal, o ideal é fazer uma assinatura. Mas, claro, lendo apenas depois de banhar o jornal em vinagre - afinal, você sabe quem colocou as mãos nesse jornal antes de mandarem pra você? Vai ficar ruim de ler, mas, pelo menos, você vai estar seguro. Mas não esqueça das luvas, só para garantir.

SE EU FOSSE UM FILME...

Há um teste interessante aqui: Que filme clássico você é? (em inglês)

O meu foi A Lista de Schindler (que, pra mim, ainda não tem idade pra ser um clássico, mas sem dúvida será).



What Classic Movie Are You?
personality tests by similarminds.com

 

Qual será o de vocês?

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