IMPERDÍVEL

Falando em "ô, da poltrona", me lembrei disso: é amanhã o reencontro em cena de Renato Aragão e Dedé Santana em A Turma do Didi. O programa poderia ser menos bobinho (nem de longe lembra Os Trapalhões), mas amanhã ele é imperdível só pelo reencontro quase 15 anos depois do fim do programa, das brigas (que ambos negam) e reconciliações. Vai ser bom simplesmente ver os dois juntos.

Ô, DA POLTRONA!

Ok, estou no Google Analytics. E, pela primeira vez, tenho uma amostragem do blog que vai além dos comentários e daquele contador que nunca olho, porque nunca decoro em que número estava antes. Fiquei surpreso. De ontem para hoje, foram 56 visitas, de 26 cidades diferentes!

A cidade com maior número de visitas foi... São Paulo! 7 visitantes vieram de lá. De João Pessoa, mesmo, foram 6. Rio e Belo Horizonte ficaram com 5. Curitiba e Porto Alegre com 4. 3 vieram de Fortaleza. 2 de Brasília, Uberlândia (!) e Apucarana (!).

Com uma visita ficaram Blumenau, Guarulhos (será alguém na fila de espera para pegar o vôo?), Salvador, São Luís, Londrina, Belém, Araraquara, Bauru, Viçosa, Americana, Santa Maria e Osasco. Uma cidade não foi identificada.

E três visitas foram internacionais. Uma de Asbury Park, Nova Jersey, um pouco ao sul de Nova York. Outra, de Weston, Ohio. E, na Europa, uma de Lisboa.

A pergunta é: quem são vocês, minha gente? Sempre é um espanto que pessoas que não são minhas amigas acabem chegando a este blog. Vocês poderiam não ser tão silenciosos, hein? Ei, tô falando com você aí de Araraquara, você aí de Nova Jersey, vocês curitibanos... Mesmo vocês 40 que chegaram aqui pela busca de imagens do Google...

MUSAS DE 2007

5 - Cate Blanchett (Notas sobre um Escândalo)

Poucas mulheres estiveram mais sexy em cena do que a magnífica Cate Blanchett em Notas sobre um Escândalo. No filme, ela é a professora de artes que acaba não resistindo à atração que sente por um aluno. E seu jeito naturalmente sensual acaba despertando também a paixão de uma colega de trabalho - tragédia à vista. As cenas em que ela dança em casa ou pratica sexo oral no rapaz (calma: mostrada sem qualquer detalhe) mostram que Cate não passa só a frigidez profissional da rainha Elizabeth. Para ver também: Vida Bandida; O Segredo de Berlim; Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Outras musas de 2007: 678910 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15

LEITURAS RECENTES

Publicada no Brasil em 1991, na DC Especial 2, a origem do Lanterna Verde recontada após a Crise nas Infinitas Terras é simples e bem narrada. O que me espantou foi como me pareceu estranho o formatinho. Depois que me acostumei com o formato americano, tudo me pareceu apertado e poluído. A arte de Mark Bright parece sofrer muito e o texto de James Owsley, Keith Giffen e Gerry Jones também.

 

52 vai chegando ao final (estas são as edições 10 e 11) e melhorando. Na 10, um grande momento envolvendo o Gladiador Dourado. Na 11, um chocante momento para a Família Marvel Negra e momentos decisivos também para Ralph Dibny e Renée Montoya. Nem todas as resoluções me agradaram, mas a história caminha a passos largos agora.

A arte de Darwyn Cooke garante o interesse poor esse especial reunindo as criações imortais de Bob Kane e Will Eisner. O clima criado por Jeph Loeb é saboroso e Cooke estava inspirado em seu traço retrô. O problema é a trama mesmo, pueril demais, e com uma reviravolta protagonizada pelo Coringa tão mal arranjada que, por pouco, não põe tudo a perder.

Grandes Astros: Superman volta a sair após alguns atrasos, continuando a série muito particular de Grant Morrison (no texto) e Frank Quitely (na ilustração). Agora, no número 9, o Homem-de-Aço encara dois outros kryptonianos que chegam à Terra. Unindo um ar de ficção científica a um visual retrô (vejam a roupa dos dois visitantes!), a série é biscoito fino no mercado de hoje. 

Leituras anteriores, nesta página

ESTRÉIAS DE SEXTA EM JOÃO PESSOA

- Agente 86: A versão para cinema da antológica série criada por Mel Brooks e Buck Henry nos anos 1960. O sapatofone está lá, então vamos esperar o melhor. Com Steve Carrell, Anne Hathaway, Dwayne "The Rock" Johnson e Alan Arkin. No Box e no Tambiá.

 

- Um Beijo Roubado: O primeiro filme de Wog Kar-Wai (de Amor à Flor da Pele e 2046) nos Estados Unidos, com Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz e David Strathairn. Só no MAG.

 

- O Guerreiro Didi e a Ninja Lili: Novo filme da - pelo jeito - agora dupla Renato Aragão & filha. Pelos últimos, desde que trocou o nome "Trapalhão" por "Didi", você já sabe o que esperar. Mas o filme também é de época usa elementos da linguagem do mangá. No Box e no Tambiá.

O SONHO, PURO E SIMPLES

 

Cyd Charisse era muito mais do que um par de pernas - mas que par de pernas! A linda atriz morreu hoje, aos 87 anos, em Los Angeles e deixou como legado alguns dos mais enebriantes momentos do cinema musical. Ela nunca teve o mesmo status dramático de uma Judy Garland, mas também não teve muita chance de mostrar. Quando teve, correspondeu: em A Bela do Bas-Fond (1958) ou recriando o papel de Greta Garbo, como a soviética Ninotchka, em Meias de Seda (1957).

E daí? O que Cyd nos deixa é o sonho, puro e simples. O sonho que só pode ser vivido em sonho de dançar magicamente com uma bela mulher no Central Park à noite. De espiá-la experimentando suas meias de seda, em um quarto de hotel em Paris. Ou de que ela apareça, sedutora, por baixo de um casaco, como a mulher irresistivelmente perigosa em um bar cheio de gangsters. Ou que esfregue nossos óculos em suas coxas e faça nossos chapéus pularem da cabeça.

Sempre elegante - cortesia de sua formação de bailarina clássica - e sempre sexy. Cyd não precisou dizer uma palavra em Cantando na Chuva (1952) para se impregnar em nossa memória como os melhores perfumes, na cena que é o clímax musical do filme. A seqüência a transformou em estrela da Metro - e já protagonizou um clássico no ano seguinte: A Roda da Fortuna (1953). Era acrobática quando dançava com Gene Kelly, era sutil quando dançava com Fred Astaire. Era maravilhosa sozinha ou com qualquer um.

À noite no Central Park, em A Roda da Fortuna:

 

Perigosíssima e irresistível em Cantando na Chuva:

 

O inesquecível (quase) strip-tease de Meias de Seda:

MUITAS CHARADAS

Charada, filme de Stanley Donen de 1963, com Audrey Hepburn, Cary Grant e Walter Matthau, deve ter caído em algum limbo que tornou público seus direitos. Porque, curiosamente, nenhum outro clássico tem tantas edições lançadas em DVD, desde a prestigiada Criterion Collection até a mais fuleira. No Brasil, já vi três capas diferentes, mas nos Estados Unidos elas já passam de dez! Vejam só:

  

  

  

  

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