NARIGÃO

O André está de blog novo. Confira aqui o Nariz de Pinóquio.

CINEMA/ 'THE ROLLING STONES - SHINE A LIGHT'

Pouco papo

Filmes-concerto de rock eram a única chance de milhares de fãs assistirem aos shows de seus ídolos nos anos 1960 e 1970. Num tempo sem vídeocassete, como alguém em João Pessoa veria Jimi Hendrix em ação se não fosse em Woodstock (1970)? Mas agora, na era do DVD, com vários shows lançados por mês nas locadoras e nas lojas, faz sentido um filme de Mick Jagger e cia. que se trata basicamente um show do grupo? The Rolling Stones - Shine a Light (Shine a Light, Estados Unidos, 2008) mostra que faz, sim.

Não há nada de novo e nem Scorsese dá um ar “autoral” ao filme. Ele demonstra devoção aos Stones e se preocupa em filmar da melhor maneira possível o espetáculo. Hoje qualquer produção de TV tem muito mais câmeras à disposição do que os diretores dos heróicos tempos de Woodstock ou Gimme Shelter (1970), o que, paradoxalmente, acaba diluindo esse ar “autoral”.

Se há algum toque pessoal do diretor é a busca pela captação dos olhares da banda, criando um retrato íntimo do quarteto no palco e as inserções de depoimentos (todos antigos) da banda falando de sua possível longevidade. E o começo, onde o filme é um documentário de si mesmo. Não é nada mau, mas sempre se espera mais com Scorsese envolvido. Poderia ter continuado por aí, mostrando os agitados bastidores entre uma música e outra, mas a agonia de Scorsese parece parar quando a primeira música, “Jumpin’ Jack flash”, começa.

E o show? Bom, os Stones estão em plena forma, vários dos grandes hits estão lá (“Brown sugar” e “(I can’t get no) Satisfaction” encerram a apresentação) e assistir ao quarteto em tela grande é uma coisa muito diferente de assisti-lo em DVD. No mais, Shine a Light foi criado para ter pouco papo e muita música. E, nisso, não decepciona mesmo.

MUSAS DE 2007

10 - Beyoncé Knowles (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho)

O vestido justo de Beyoncé em Dreamgirls é um acontecimento. Esqueça a carreira rebolativa da moça no formatado mercado auditivo americano - aqui ela canta músicas muito melhores, o que a deixa ainda mais bonita. Quase dá pra concordar que ela roube o lugar de Jennifer Hudson na liderança do trio do filme (quase - Hudson é melhor). Para ver também: A Pantera Cor-de-Rosa, versão de 2006.

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