QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Fantastic Four – Rise of the Silver Surfer. Estados Unidos/ Alemanha, 2007. ***½ Direção: Tim Story. Elenco: Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Julian McMahon, Kerry Washington, Andre Braugher, Doug Jones, Stan Lee. Voz: Laurence Fishburne. Um fenômeno vindo do espaço cria alterações climáticas na Terra. O Quarteto Fantástico investiga e descobre que eles são provocados por um misterioso homem prateado sobre uma prancha, o arauto de uma entidade intergalática que virá devorar o planeta. Segunda aventura dos super-heróis da Marvel, bem melhor que a primeira, com uma história mais densa e envolvente. Algumas piadas funcionam e outras são forçadas, mas as aparições do Surfista compensam. Continuação de Quarteto Fantástico (2005).

INESQUECÍVEL

 

Inesquecível. Brasil, 2007.Direção: Paulo Sérgio de Almeida. Elenco: Murilo Benício, Caco Ciocler, Guilhermina Guinle, Fernanda Machado, Gustavo Rodrigues, Marly Bueno. Fotógrafo e estilistas se envolvem em Buenos Aires e, meses depois, ele descobre que ela vai se casar com seu amigo de infância, um ator famoso. Logo, o ator começa a desconfiar do caso que aconteceu antes do casamento. A locação em Buenos Aires e o tango na trilha sonora parecem uma desculpa para uma suposta passionalidade dos personagens que não chega a lugar algum. Embora bem produzido, o filme possui um roteiro que não convence em momento algum e os atores primam pela artificialidade. O final tenta brincar com elementos de metalinguagem, mas se perde completamente.

PRÓS E CONTRAS

Do Omelete:
"Não dava pra saber que seria o melhor filme da temporada até aqui, de longe superior a Homem-Aranha 3, Shrek Terceiro ou Piratas do Caribe: No Fim do Mundo". (Érico Borgo)

Do G1:
Com duas horas e 23 minutos (que demoraram a passar, mesmo no ritmo frenético típico de Michael Bay), “Transformers” tem muito pouco para se sustentar. (Ana Maria Bahiana)

Transformers estréia nos EUA esta semana e no Brasil dia 20. 

CRÍTICA/ 'TREZE HOMENS E UM NOVO SEGREDO'

 

Uma coisa que sempre esteve clara em qualquer filme da trilogia da qual Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean’s Thirteen, Estados Unidos, 2007) faz parte é que a diversão chega ao público, mas começa entre os atores e diretor. Embora o segundo filme, Doze Homens e Outro Segredo, seja muito bom, sente-se que eles perderam um pouco a mão das piadas auto-referentes e no experimentalismo da direção. E retomam as rédeas aqui.

 

Não que o estilo tenha mudado muito – e ainda bem que não. Tudo continua sendo uma grande gozação, com base em um plano para um roubo impossível, cheio de referências absurdas. E o diretor Steven Soderbergh aproveita para brincar com a narrativa livremente – como na seqüência de invasão a um quarto, mostrada inteiramente com duas seqüências sobrepostas, ou a divisão da tela e ainda os ganhos financeiros dos apostadores aparecendo sobre eles numa cena-chave.

 

Sente-se a saída das meninas do time, Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones, mas é compreensível, já que Soderbergh já tem que lidar com quinze personagens (vários interpretados por astros como George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Al Pacino e Andy Garcia), dando boas cenas para cada um deles. E ele consegue, com coadjuvantes como Casey Affleck e Scott Caan recompensados com algumas das cenas mais engraçadas do filme (as da fábrica de dados no México).

 

Com Al Pacino podendo exagerar à vontade e todos os personagens desfilando charme e bom humor o filme inteiro, não há como não se divertir. Assumidamente descartável – Onze Homens e um Segredo (2001) tinha uma trama bem melhor costurada – este Treze Homens mostra que uma diversão “pipoca” pode ser inteligente e de bom gosto.

CRÍTICA/ 'SHREK TERCEIRO'

 

 

Shrek Terceiro (Shrek the Third, Estados Unidos, 2007) ostenta um ganho na animação que impressiona. Faz, nesse quesito, o primeiro  parecer pré-histórico, principalmente no que se refere aos movimentos e expressões faciais dos personagens humanos da animação. O mesmo não se pode dizer da trama que, se continua garantindo boas risadas, perde muito se comparada aos dois capítulos anteriores - principalmente, o segundo, de 2004, que é o melhor deles.

 

Shrek, o ogro que no começo gostava de ser resmungão, e o Burro, um tagarela incoveniente e incontrolável, agora são (ou estão em vias de ser) pais de família. Mais do que isso, Shrek foi escolhido pelo pai de Fiona, no leito de morte, como sucessor dele no trono. Duas funções que ele não se sente nem um pouco à vontade para assumir. Uma história que é edificante de berço, algo que a série sempre tentou evitar.

 

Não há as surpresas iconoclastas do primeiro, nem a irreverência absoluta do segundo. O resultado é que os protagonistas perdem espaço para os coadjuvantes, com o Gato de Botas mantendo o charme e o Príncipe Encantado livre para ser mau para valer. A reunião dos vilões dos contos-de-fadas poderia ser melhor explorada e a princesas (Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e Rapunzel) aparecem mais - mas as piadas que as envolvem são tão previsíveis que perdem parte da graça.


Dito assim, Shrek Terceiro não parece valer o ingresso. Mas é uma comédia bastante competente, com o adolescente Rei Arthur “no papel” que era da Fiona tinha no primeiro filme: o de ser resgatado (mesmo que não queira) e passar a viagem de volta discutindo com Shrek. Isso rende a ótima aparição do mago Merlin, em impagável versão esotérica.

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