GUERRA NAS ESTRELAS

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Guerra nas Estrelas.
Star Wars/ Star Wars – Episode IV: A New Hope. Estados Unidos, 1977. Direção: George Lucas. Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guinness, David Prowse, Peter Cushing, Anthony Daniels, Kenny Baker, Peter Mayhew.
Voz: James Earl Jones. Jovem que vive em planeta isolado é envolvido na revolução que quer derrubar o Império Galático e descobre ser filho de um falecido jedi, classe de cavaleiros que são dotados de um poder sobrenatural. Sob a orientação de outro velho jedi e o apoio de um mercenário contratado, ele parte para resgatar uma princesa, que é uma das líderes da rebelião, das garras do maligno Darth Vader. Antes de ser uma ficção científica, é um tributo aos grandes filmes de aventura do cinema: pode-se identificar claramente elementos do faroeste, dos clássicos de capa-e-espada, até dos filmes de Akira Kurosawa que se passam no Japão feudal. Com a única pretensão de divertir, tornou-se um clássico moderno, instaurando uma mitologia própria e revolucionando toda a estrutura de lançamentos do cinema americano. Teve duas continuações e tr~es prelúdios. Oscar 10 indicações, 7 prêmios: Montagem, Som, Direção de arte, Trilha sonora original, Figurino, Efeitos visuais e Especial para efeitos sonoros; as outras indicações: Filme, Direção (George Lucas), Ator coadjuvante (Alec Guinness) e Roteiro original. Globo de Ouro 4 indicações, 1 prêmio: Trilha sonora original; as outras indicações: Filme/ drama, Direção (George Lucas) e Ator coadjuvante (Alec Guinness). Bafta 6 indicações, 2 prêmios: Trilha sonora e Som; as outras indicações: Filme, Montagem, Direção de arte e Figurino. Seqüência: O Império Contra-Ataca (1980). Também conhecido como: Guerra nas Estrelas – Uma Nova Esperança; Star Wars - Episódio IV - Uma Nova Esperança; Star Wars - Uma Nova Esperança.

30 ANOS DE 'GUERRA NAS ESTRELAS' - III

(Texto e quadros publicados no Jornal da Paraíba de domingo passado)

Os seis filmes, na ordem correta 

 
GUERRA NAS ESTRELAS (1977)
A saga começa pela parte 4, mostrando o jovem Luke Skywalker descobrindo parte de seu passado e seu mentor, Obi-Wan (foto), enfrentando Darth Vader

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O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (1980)
Tudo dá errado para os heróis, no melhor filme da série: Han Solo é capturado e congelado e Luke perde a mão e descobre que Vader é seu pai (foto)

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O RETORNO DE JEDI (1983)
Leia tenta salvar Solo e é presa, para a festa dos marmanjos (foto). Depois que Luke os resgata, começa a arrancada rebelde para derrubar o Império

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A AMEAÇA FANTASMA (1999)
A história volta ao começo, mostrando a história dos pais de Luke: a Rainha Amidála (foto) e o jedi Anakin Skywalker, que será Darth Vader no futuro.


ATAQUE DOS CLONES (2002)
Obi-Wan treina Anakin que começa a demonstrar que pode sucumbir à raiva e ser tentando pelo lado negro da Força. Começa o romance com Amidála, agora senadora.


A VINGANÇA DOS SITH (2005)
A tramóia que fará a República sucumbir e o Império surgir chega ao ápice. A queda de Anakin é dramática, mas seus filhos são salvos.

30 ANOS DE 'GUERRA NAS ESTRELAS' - II
Grandes coadjuvantes 

CHEWBACCA E HAN SOLO
Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) e a Millennium Falcon (sua nave caindo aos pedaços) aparecem por acaso no rumo da Aliança Rebelde e são decisivos na trama

R2-D2 E C-3PO
A idéia inicial de George Lucas era narrar a história sob o ponto de vista dos andróides. C-3PO e R2 são serviçais, mas logo no início é depositada neles a única esperança contra o Império.

OBI-WAN KENOBI
Um eremita nos desertos do planeta Tatooine, Obi-Wan (Alec Guiness) é que revela ao jovem Luke que seu pai foi um cavaleiro jedi - e ao público tudo o que ele precisa saber sobre a ordem.

YODA
Um boneco manipulado na primeira trilogia e animação por computador na segunda (com voz de Frank Oz) só aparece a partir de O Império Contra-Ataca e é dos mais carismáticos.

30 ANOS DE 'GUERRA NAS ESTRELAS'

A Força está com eles 

O cinema mudou no dia 25 de maio de 1977. Aquele poderia ter sido só o dia da estréia de um filme como outro qualquer, mas foi ali que surgiu não só uma série de cinema, mas um mundo todo novo, onde milhões de cinéfi los há 30 anos vêm podendo se refugiar das chatices do dia-a-dia. Um universo que existe há muito, muito tempo, numa galáxia distante. Guerra nas Estrelas (1977) mudou a estratégia de lançamentos dos filmes, trouxe o escapismo dos velhos seriados de volta (bom), ajudou a pôr os adolescentes como o público principal do cinema (ruim) e - mais importante que tudo isso – apresentou uma galeria de personagens que se tornaram eternos no coração de gerações.

Guerra nas Estrelas (1977), O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983) contam a saga da Aliança Rebelde e sua luta para derrubar o temível Império, que tiraniza a galáxia. Neles, a Princesa Léia (Carrie Ficher) é capturada pelo vilão Darth Vader (corpo de David Prowse, voz de James Earl Jones), mas consegue enviar dois robôs, C-3PO e R2-D2 (Anthony Daniels e Kenny Baker), em busca de ajuda. Eles vão parar nas mãos do jovem Luke Skywalker (Mark Hamill), que descobre ser o descendente de um cavaleiro jedi - uma ordem antiga, com misteriosos poderes místicos. Treinado por Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) e depois por Yoda (Frank Oz), ele conta com a ajuda dos mercenários Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew), em busca do seu passado e para libertar a princesa. Só falta o “Era uma vez...”.

Quem sentiu falta de menção à nova trilogia, filmada por George Lucas entre 1999 e 2005, não estranhe. Ela não se compara à original e, mesmo com bons momentos e um grande filme (Star Wars – A Vingança dos Sith, o último), não passa de um adendo desnecessário. Com Guerra nas Estrelas (e não Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança, como os marqueteiros resolveram chamá-lo agora), o cinema redescobriu o prazer de se divertir com uma aventura descompromissada, o que parecia extinto naqueles anos soturnos de watergates e vietnãs nos EUA.

Lucas brigou com garra pela sua criação. Criou sua própria empresa de efeitos especiais, a Industrial Light & Magic, para dar vida a seu capa-e-espada espacial. Sem os computadores que hoje permitem a qualquer zé mané fazer um filme no espaço, ele teve que se virar com miniaturas, sucatas e maquiagem. Uma revolução para a época. Apostou no merchandising (a venda de revistas, bonequinhos e todo tipo de quinquilharia) para ajudar na divulgação do filme, compensando o baixo orçamento dado pela Fox.

Já se falou que Lucas já tinha um argumento para nove capítulos, e também já se falou que os seis já filmados seriam os originais. O fato é que Guerra nas Estrelas começava com um letreiro situando a história, mas sem a identificação de um capítulo. Concluía seu capítulo, mas também não encerrava a saga. E o sucesso garantiu as duas continuações.

Guerra nas Estrelas era um coquetel baseado nos antigos seriados de cinema semanais dos anos 1940, com elementos do capa-e-espada clássico (nas lutas de sabres-de-luz, principalmente), mas também de faroeste e até de alguns filmes de Akira Kurosawa (como Os Sete Samurais). Ele entregou a direção de O Império Contra-Ataca a Irwin Kershner para se concentrar na direção. Levou a história mais na direção do drama neste capítulo e em O Retorno de Jedi (dirigido por Richard Marquand), mas sem perder de vista o clima de seriado.

A nova trilogia buscou um tom épico que fugia do clima escapista dos filmes originais. E, para piorar, Lucas inventou de desfigurar progressivamente a trilogia, com mais retoques digitais a cada lançamento. A cena em que Han Solo mata um caçador de recompensas num bar chegou a ter três versões: na de 1977, ele atira primeiro; na edição especial de 1997, Greedo atira primeiro; na lançada em DVD, em 2004, eles atiram ao mesmo tempo!

Lucas ameaçou disponibilizar apenas as versões retocadas, mas felizmente, as versões originais foram finalmente lançadas em DVD no ano passado. Que a Força esteja com elas. Sossega, Lucas!

OS INTOCÁVEIS

 

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Os Intocáveis.

The Untouchables. Estados Unidos, 1987. Direção: Brain DePalma.
Elenco: Kevin Costner, Sean Connery, Robert De Niro, Charles Martin Smith, Andy Garcia, Richard Bradford. Agente do tesouro é enviado a Chicago para ajudar no combate à organização criminosa chefiada por Al Capone, mas tem problemas com a corrupção dentro da polícia. Cerca-se então de homens incorruptíveis, que empreendem uma guerra contra Capone. Baseado numa história real, que já havia se transformado numa série de tevê, o filme tem um sabor épico irresistível, ajudado em muito pela música grandiosa de Ennio Morricone. O melhor de DePalma está aqui: planos-seqüência, câmeras subjetivas, homenagens a diretores e gêneros que são caros, como o faroeste – sem falar na antológica cena da escadaria da estação de trem, com o carrinho de bebê remetendo ao soviético O Encouraçado Potemkin (1925). Grandes e vigorosas interpretações de todo o elenco. Oscar 4 indicações, 1 prêmio: Ator coadjuvante (Sean Connery); as outras indicações: Trilha sonora original, Direção de arte e Figurino. Globo de Ouro 2 indicações, 1 prêmio: Ator coadjuvante (Sean Connery); a outra indicação: Trilha sonora original. Bafta 4 indicações, 1 prêmio: Trilha sonora; as outras indicações: Ator coadjuvante (Sean Connery), Desenho de produção e Figurino. César 1 indicação: Filme não francês.

O CHEIRO DO RALO

O Cheiro do Ralo. Brasil, 2007. ***½ Direção: Heitor Dhalia. Elenco: Sélton Mello, Paula Brown, Sílvia Lourenço, Flavio Bauraqui, Leonardo Medeiros, Lourenço Mutarelli, Fabiana Guglielmetti, Lorena Lobato, Alice Braga, Xico Sá, Susana Alves. Dono de uma loja que compra e vende objetos usados despreza seus clientes, mas entra em parafuso por causa do cheiro do ralo do banheiro e da paixão repentina e inusitada pela bunda de uma garçonete. História esquisita (do livro de Lourenço Mutarelli, que interpreta o segurança da loja, adaptada por Dhalia e Marçal Aquino), mais um perfil do personagem central do que uma história a ser contada. As risadas surgem das atitudes absurdas do personagem central, um canalha dos maiores que já apareceram no cinema.

SUNSHINE - ALERTA SOLAR

Sunshine – Alerta Solar. Sunshine. Inglaterra, 2007. ***½ Direção: Danny Boyle. Elenco: Cillian Murphy, Rose Byrne, Michelle Yeoh, Chris Evans, Hiroyuki Sanada, Cliff Curtis, Troy Garity, Benedict Wong, Mark Strong. Uma equipe de astronautas é enviada ao sol, que está apagando, para detonar uma bomba que pode reacendê-lo e salvar a humanidade. Mas, no caminho, ele detectam sinais de uma missão anterior, que despareceu sete anos antes quando tentava cumprir o mesmo objetivo. Belo trabalho de Boyle, numa espécie de mistura entre 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) e Alien, o Oitavo Passageiro (1979): as referências visuais ao filme de Kubrick são muitas e o suspense na reta final faz lembrar o de Ridley Scott.

ÁRIDO MOVIE

 

Árido Movie. Brasil, 2004.Direção: Lírio Ferreira. Elenco: Guilherme Weber, Giulia Gam, José Dumont, Mariana Lima, Sélton Mello, Gustavo Falcão, Matheus Nachtergaele, Aramis Trindade, Luiz Carlos Vasconcelos, Suyane Moreira, Renata Soraah, José Celso Martinez Corrêa, Paulo César Pereio. Homem do tempo da TV volta à sua cidadezinha natal no sertão nordestino para o enterro do pai que não via desde criança, que foi assassinado. Na viagem, toma contato com um mundo que está em sua gênese, mas que ele desconhece. Decepcionante filme de Ferreira (roteirista junto com Hilton Lacerda), uma tentativa de fazer um painel do sertão com um olhar recifense, mas que se torna muito tedioso e acaba parecendo despropositado e viajandão demais.

CRÍTICA/ 'O CHEIRO DO RALO'

Neurose na cabeça

O Cheiro do Ralo (Brasil, 2007) é um filme esquisito. Não é para todos os gostos, decididamente. Para começar, não chega a ser um filme “de história”, mas “de personagem” (digamos assim): é mais um perfil da personalidade Lourenço (Sélton Mello) - que é bizarra, para dizer o mínimo (e como definiu Luiz Carlos Merten, em O Estado de S. Paulo).

Lourenço tem uma loja onde compra e vende objetos usados. Faz pouco de quem aparece lá para vender às vezes preciosas lembranças de família. Tem uma noiva, mas não gosta dela e termina o relacionamento com ela esbravejando que os convites já estão na gráfica. E sua vida vira de pernas para o ar quando se apaixona pela garçonete de um boteco da vizinhança - ou melhor, pela bunda dela.

 

Baseado no livro de Lourenço Mutarelli (que interpreta o segurança da loja), O Cheiro do Ralo se debruça sobre o protagonista (que tem excelente interpretação de Sélton Mello) e sua coleção de estranhezas. Como sua obsessão por um olho de vidro, que ele imediatamente começa a dizer que é do próprio pai, morto na II Guerra (sem a menor preocupação de que basta alguém fazer as contas para descobrir que, assim, ele deveria ter uns 60 anos).

 

A explicação não faz muito sentido, como o próprio Lourenço também não faz. O filme de Heitor Dhalia se dá muito bem ao investigar a mente desse cidadão, que, além da bunda da garçonete (Paula Brown), só se importa em fazer com que os outros não pensem que o cheiro ruim que sai do ralo é dele.

 

Desconexa, a narrativa arranca risadas graças aos absurdos e inconseqüências de seu personagem central. A obsessão erótica para compensar a falta da bunda desejada é uma descida ao fundo do poço para depois tentar alguma redenção. Se ele vai alcançá-las, é outra história.

CRÍTICA/ 'NÚMERO 23'


Obsessão numérica

 

O filme de Joel Schumacher queimou desde os malfadados Batman Eternamente (1995) e Batman & Robin (1997) e o diretor ainda não se recuperou completamente. Nem mesmo dirigindo suspenses, onde sempre se deu bem – e este Número 23 (The Number 23, Estados Unidos, 2007) não ajuda muito.

 

Nele, Jim Carrey é um sujeito comum que recebe um livro de presente. A história – sobre um detetive obcecado pelo número 23, identificando-o sem parar em diversas passagens trágicas e de seu cotidiano – se parece muito com sua própria vida e, logo, ele também fica obcecado pelo número. Sua mulher (Virginia Madsen) e filho (Logan Lerman) passam a correr perigo.

 

A obsessão é algo irracional, mas isso não impede que as muitas coincidências envolvendo o 23 e várias tragédias pareçam forçadas. Afinal, outras tragédias têm relação com outros números – seriam esses também amaldiçoados? Em todo caso, o filme garante vários “números 23” escondidos para a platéia brincar.

 

À parte disso, o filme conta com boas atuações de Jim Carrey e Virginia Madsen, em papéis duplos – eles interpretam também personagens do livro. No entanto, a direção exageradamente estilosa de Schumacher passa do ponto nessas seqüências.

 

E a trama rocambolesca antecede uma revelação que já virou clichê no cinema atual, além de perder muito tempo com a explicação final. Não é ruim, mas poderia render mais.

HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL
 

Hannibal – A Origem do Mal. Hannibal Rising. França/ Inglaterra/ Estados Unidos, 2007.Direção: Peter Webber. Elenco: Gaspard Ulliel, Rhys Ifans, Gong Li, Dominic West, Nancy Bishop, Jos Houben. Depois de assistir à morte violenta dos pais e da irmã caçula, jovem cresce em orfanato e mora em Paris com uma bela viúva japonesa, estudando Medicina para adquirir conhecimentos e se vingar. Fraquíssimo reaproveitamento do personagem, feito pelo próprio Thomas Harris, que escreveu os livros que originaram os outros filmes e, aqui, escreveu também o roteiro. Como no segundo filme da série, Hannibal (2001), centrar o foco no personagem parece ter sido um erro: o mistério ameaçador é totalmente diluído e, pior, a abordagem transforma o serial killer quase num justiceiro. O ator francês Ulliel não dá conta do papel e a única coisa que se salva é a beleza da chinesa Gong Li (aqui, interpretando uma japonesa). Continuação-prelúdio de Dragão Vermelho (2002).

HOMEM-ARANHA 3

Homem-Aranha 3. Spider-Man 3. Estados Unidos, 2007. **** Direção: Sam Raimi. Elenco: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, J.K. Simmons, James Cromwell, Theresa Russell, Dylan Baker, Bill Nunn, Bruce Campbell, Elizabeth Banks, Willem Dafoe, Cliff Robertson, Stan Lee. O super-herói Homem-Aranha tem o corpo coberto por um ser do espaço que se transforma em um uniforme negro, mas também faz crescer sua arrogância e raiva. Ao mesmo tempo, desobre que um novo supervilão, o Homem-Areia, é o verdadeiro assassino de seu tio e ainda tem que lidar com o desejo de vingança de seu ex-melhor amigo. A reunião de tantos elementos diferentes na trama é um prodígio – o filme mantém o excelente equilíbrio entre drama, comédia e ação. Os efeitos especiais estão melhores do que nunca na série, mas o mais importante ainda são os personagens, sempre muito bem definidos, mesmo quando têm pouco espaço. Também é um filme sobre perdão, elemento que possui grande importância no roteiro de Sam Raimi e Ivan Reitman. A trilha é mais uma vez de Danny Elfman. Continuação de Homem-Aranha 2 (2004).

NÚMERO 23

Número 23. The Number 23. Estados Unidos, 2007. *** Direção: Joel Schumacher. Elenco: Jim Carrey, Virginia Madsen, Logan Lerman, Danny Huston, Lynn Collins, Rhona Mitra. Homem recebe de presente um livro sobre um sujeito obcecado pelo número 23, e começa a perceber semelhanças com sua própria vida. Aos poucos , vai ficando paranóico, temendo que sua vida termine, como no livro, envolvida em mortes brutais. Schumacher exagera no estilo e não consegue convencer na obsessão pelo número (embora espalhe pelo filme vários “23” escondidos em placas de carro e somas de letras, para brincar com o espectador). Carrey e Virginia, ambos com mais de um personagem, estão bem e ajudam a garantir o interesse.

MORTALMENTE PERIGOSA
 

Mortalmente Perigosa. Deadly Is the Female/ Gun Crazy. Estados Unidos, 1950. ****½ Direção: Joseph H. Lewis. Elenco: Peggy Cummins, John Dall, Berry Kroeger, Anabel Shaw, Harry Lewis. Rapaz obcecado por armas se apaixona e se casa com garota exímia em tiro; a ambição desmedida dela os levará a uma escalada de crimes. Antológico filme B em que Lewis demonstra extrema perícia no ritmo e desenvolve vários e inovadores (para a época) planos-seqüência filmados de dentro dos carros. O filme é uma espécie de Bonnie & Clyde dos anos 1950, ainda sem tanta violência explícita, mas com vigor, emoção e ótimos personagens. O roteiro é de MacKinlay Kantor e Dalton Trumbo (que, na lista negra do macartismo, assina o filme sob o pseudônimo Millard Kaufman). Outra versão: Howard e Anita, Jovens Amantes (1992), com Drew Barrymore.

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