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A gente vai descobrindo blogs novos e anexando na lista aí do lado. Este veio através da comunidade Jornalista Só Anda Junto, no Orkut: Carol Costa é a criadora desse deenho lindo aí de cima, de uma série que ela chama de "Malditos". No Guindaste, onde estão outros trabalhos sempre muito bem comentados por ela, a autora se define assim (repare na belezura do texto):

"Fazer tsuru que voa, receita contra cochonilha, gato ronronar, estruturas citoplasmáticas animadas, brigadeiro de panela e pingüins de papel machê são algumas das coisas que Carol Costa sabe. Uma pena que essas especialidades não possam constar de seu currículo e os patrões prefiram ler coisas como inglês fluente (o meu deságua no rio Amazonas), domínio de Clipper (linguagem de golfinhos?) ou experiência em mercados futuros (já basta fazer feira toda semana).

Carol Costa botou as mãos sujas de nanquim numa redação, em 1997, aos 17 anos – quando ainda faziam pestap nas páginas dos jornais, ilustrações com bico de pena e a frase “parem as rotativas!” tinha algum sentido. Nunca mais saiu. Ou melhor, sai, periodicamente, para fazer reportagens, ir às aulas de dança, pular na cama elástica e manter este blog, malemá. Se ficar craque em HTML, WWW e RSS, talvez consiga transformar siglas em cifras.

Foi cartunista de jornal, criadora de anti-heróis em agência publicitária, pauteira de TV, editora de revista e péssima abridora de vinhos em restaurante francês. Também já pagou mico em almoços com ministros e jantares com atores. Ri quando não pode, bebe quando não deve e classifica as pessoas em Lambíveis, Vá Lá, Cuspíveis e Profundamente Vomitáveis. Odeia comidas azuis. É um dos últimos exemplares vivos de foca e pode ser vista em exibição neste portal ou nas melhores casas do ramo."

Tem uma comunidade no Orkut, também, aqui.

DIRETO DO CINEPORT

A correria é grande por causa do Cineport e se já estava difícil postar alguma coisa aqui, agora está mais ainda. Mas vocês já foram ao festival? Ele caiu como uma luva para substituir a falta do Fenart e do Centro em Cena. A Usina Cultural ficou muito bonita, os espaços muito bem aproveitados e a programação sempre tem o que se conferir. A correria, inclusive, não me deixou ver nada, ainda, mas vou tentar corrigir isso a partir de hoje.

Para hoje, por exemplo, tem uma exibição de Os Sermões de Padre Vieira, do Júlio Bressane, com palestra dele e debate com o público, às 16h (só que no auditório da reitoria da UFPB). Na Usina Cultural, o português Viúva Rica Solteira Não Fica, com Biana Byngton no elenco, passa às 19h30. Há uma sessão de curtas de animação a partir das 21h30. O Veneno da Madrugada, de Ruy Guerra, passa às 22h. E há boatos de que a animação Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, que lotou a Tenda Andorinha Digital ontem, vai ganhar uma sessão extra às 23h.

Quem disse que não há nada para fazer em João Pessoa?

CRÍTICA/ 'MARIA ANTONIETA'

 

A corte é um tédio

 

Direto ao ponto: Maria Antonieta (Marie Antoinette, Estados Unidos, 2006) é uma grande decepção. Sofia Coppola tinha nas mãos uma grande história, mas a desperdiçou ao criar uma narração dramaticamente flácida, desprezar seu contexto histórico e insistir em deslocadas músicas pop como maneira de fazer um filme de época moderno, como ela mesma justificou.

 

O problema é que esse “filme de época moderno” já foi feito: chama-se Elizabeth (1999), a excelente e intensa obra de Shekkar Kapur, que revelou Cate Blanchett como a grande atriz que é hoje. E não precisou dessas muletas que são as canções como as de The Cure e The Strokes no filme, uma brincadeira que já não havia dado certo em Coração de Cavaleiro (2001). Não basta transformar um baile no Palácio de Versalhes numa constrangedora rave para que esse artifício funcione.

 

Escrito assim, parece que o filme é um grande videoclipe, reflexo da debilidade narrativa de muitos cineastas moderninhos. Não é. O ritmo é arrastado, quase sonolento. Deslocada na corte francesa, a delfina, e logo rainha, Maria Antonieta se entrega às compras, festas e jogatina para escapar do tédio da corte.

 

Houve quem percebesse um tema recorrente que também está nos filmes anteriores de Sofia Coppola, As Virgens Suicidas (1999) e o ótimo Encontros e Desencontros (2003): jovens prisioneiras de seus mundos e à deriva na vida. Isso é verdade, mas veja só: a trama é sempre vista pelos olhos de homens próximos. Em Maria Antonieta, o olhar é dela mesma.

 

Para essa retrato de frivolidades, a Revolução Francesa eclodindo fora do palácio poderia ser um tempero. Mas ela só é ouvida lá longe. Sofia - como Maria Antonieta - só toma conhecimento quando ela bate à porta. Nem legendas finais contando o destino da rainha esse pequeno detalhe - a História - mereceu.

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