SAIU A LISTA!


No painel: Penelope Cruz, Judi Dench, Helen Mirren, Meryl Streep e Kate Winslet

FILME
Babel
Os Infiltrados
Cartas de Iwo Jima
Pequena Miss Sunshine
A Rainha

DIREÇÃO
Alejandro González Iñarritu – Babel
Martin Scorsese – Os Infiltrados
Clint Eastwood – Cartas de Iwo Jima
Stephen Frears – A Rainha
Paul Greengrass – Vôo United 93

ATOR
Leonardo DiCaprio – Diamante de Sangue
Ryan Gosling – Half Nelson
Peter O'Toole – Venus
Will Smith – Em Busca da Felicidade
Forest Whitaker – O Último Rei da Escócia

ATRIZ
Penélope Cruz – Volver
Judi Dench – Notas sobre um Escândalo
Helen Mirren – A Rainha
Meryl Streep – O Diabo Veste Prada
Kate Winslet – Pecados Íntimos

ATOR COADJUVANTE
Alan Arkin – Pequena Miss Sunshine
Jackie Earle Haley – Pecados Íntimos
Djimon Hounsou – Diamante de Sangue
Eddie Murphy – Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
Mark Wahlberg – Os Infiltrados

ATRIZ COADJUVANTE
Adriana Barraza – Babel
Cate Blanchett – Notas sobre um Escândalo
Abigail Breslin – Pequena Miss Sunshine
Jennifer Hudson – Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
Rinko Kikuchi – Babel

FILME DE ANIMAÇÃO
Carros
Happy Feet
A Casa Monstro

FILME DE LÍNGUA NÃO INGLESA
Efter Brylluppet (Dinamarca)
Dias de Glória (Argélia)
Das Leben der Anderen (Alemanha)
O Labirinto do Fauno (México)
Water (Canadá)

ROTEIRO ORIGINAL
Babel
Cartas de Iwo Jima
Pequena Miss Sunshine
O Labirinto do Fauno
A Rainha

ROTEIRO ADAPTADO
Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja a América
Filhos da Esperança
Os Infiltrados
Pecados Íntimos
Notas sobre um Escândalo

FOTOGRAFIA
Dália Negra
Filhos da Esperança
O Ilusionista
O Labirinto do Fauno
O Grande Truque

MONTAGEM
Babel
Diamante de Sangue
Filhos da Esperança
Os Infiltrados
Vôo United 93

TRILHA SONORA
Babel
O Bom Pastor
Notas sobre um Escândalo
O Labirinto do Fauno
A Rainha

CANÇÃO ORIGINAL
"I need to wake up", de Uma Verdade Incoveniente
"Listen", de Dreamgirls – Em Busca do Sonho
"Love you I do", Dreamgirls – Em Busca do Sonho
"Our town", de Carros
"Patience", de Dreamgirls – Em Busca do Sonho

DIREÇÃO DE ARTE
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
O Bom Pastor
O Labirinto do Fauno
Piratas do Caribe – O Baú da Morte
O Grande Truque

FIGURINO
A Maldição da Flor Dourada
O Diabo Veste Prada
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
Maria Antonieta
A Rainha

EDIÇÃO DE SOM
Apocalypto
Diamante de Sangue
A Conquista da Honra
Cartas de Iwo Jima
Piratas do Caribe – O Baú da Morte

MIXAGEM DE SOM
Apocalypto
Diamante de Sangue
Dreamgirls – Em Busca do Sonho
A Conquista da Honra
Piratas do Caribe – O Baú da Morte

EFEITOS VISUAIS
Piratas do Caribe – O Baú da Morte
Poseidon
Superman – O Retorno

MAQUIAGEM
Apocalypto
Click
O Labirinto do Fauno

DOCUMENTÁRIO
Deliver Us from Evil
Uma Verdade Inconveniente
Iraq in Fragments
Jesus Camp
My Country, My Country

CURTA-METRAGEM/ DOCUMENTÁRIO
The Blood of Yingzhou District
Recycled Life
Rehearsing a Dream
Two Hands

CURTA-METRAGEM/ ANIMAÇÃO
The Danish Poet
Lifted
The Little Matchgirl
Maestro
No Time for Nuts

CURTA-METRAGEM
Binta y la Gran Idea
Éramos Pocos
Helmer & Son
The Saviour
West Bank Story

EXPOSIÇÃO/ CARTAZES DO OSCAR - ANOS 1960

  

  

Cartazes dos anos de 1960 (Ben-Hur), 1961 (Se Meu Apartamento Falasse), 1962 (Amor, Sublime Amor), 1967 (O Homem que Não Vendeu Sua Alma) e 1970 (Perdidos na Noite).

EXPOSIÇÃO/ CARTAZES DO OSCAR - ANOS 1970

  

  

  

  

 

Anos de: Patton, Rebelde ou Herói?; Operação França; O Poderoso Chefão; Golpe de Mestre; O Poderoso Chefão - Parte II; Um Estranho no Ninho; Rocky, um Lutador; Noivo Neurótico, Noiva Nervosa; O Franco-Atirador; e Kramer Vs. Kramer.

EXPOSIÇÃO/ CARTAZES DO OSCAR - ANOS 1980

  

  

  

  

 

Anos de: Gente como a Gente; Carruagens de Fogo; Gandhi; Laços de Ternura; Amadeus; Entre Dois Amores; Platoon; O Último Imperador; Rain Man; Conduzindo Miss Daisy.

EXPOSIÇÃO/ CARTAZES DO OSCAR - ANOS 1990

  

  

 

  

 

Anos de: Dança com Lobos; O Silêncio dos Inocentes; Os Imperdoáveis; A Lista de Schindler; Forrest Gump, o Contador de Histórias; Coração Valente; O Paciente Inglês; Titanic; Shakespeare Apaixonado; e Beleza Americana.

EXPOSIÇÃO/ CARTAZES DO OSCAR - ANOS 2000

Os indicados ao Oscar saem hoje. Enquanto esperamos, olha aqui uma exposição legal sobre os cartazes do Oscar através dos anos. Começamos com os mais recentes, do século 21.

  

  

 

  

Foram os anos de GladiadorUma Mente Brilhante, Chicago, O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, Menina de Ouro e Crash - No Limite (o último, só em fevereiro).

ESTA NOITE, SONHEI QUE ERA UM X-MEN

Eu estava em um corredor e uma entrada na parede era o final de uma escada que descia do que parecia um andar acima. Uma sombra na parede lá em cima não deixava dúvida: era o Batman lutando contra alguém.

Bom, primeiro eu pensei: "Que legal! Um daqueles filmes de fãs. E esse é bem feito mesmo". Só vi que era verdade quando um dos bandidos desceu rolando a escada. Não sei como, a seguir eu fiquei com poderes parecidos com o do Jonn Jonnz, o Caçador de Marte: podia ficar intangível, embora não lembre se era telepata.

Outros seres com poderes apareceram e ficou claro que eram mutantes. Pior, estavam em pé de guerra uns com os outros e eu era a pessoa que devia impedi-los de brigar. Não aconteceu nenhuma grande batalha, mas lembro que o resto do sonho foi muito tenso enquanto eu tentava manter os ânimos calmos só no papo. Acho que consegui.

O sonho mais esquisito que já tive, desde que sonhei que era um agente da CIA em Moscou.

DIA TRISTE

Hoje foi um dia triste. Mais até para alguns colegas do que para mim, mas tenho meus motivos de tristeza. Já agora à noite, pensando no sentimento do dia todo, me ocorreu uma imagem, do filme A Roda da Fortuna (1953). Fred Astaire e seus colegas do show fracassado que tentaram montar estavam reunidos, desafogando a tristeza nas várias histórias engraçadas até que param todos em silência desanimados. Eu até achava que eles cantavam essa canção antes, mas na verdade, ela - onde Astaire imita um alemão - é o ápice da animação antes do desânimo:

How I love a glass of beer.
- More Beer!
Beer goes very well with beer.
- More Beer!
When I’m drinking beer, I’m thinking:
"Ah, life is dear".
But there’s someone I love even
More than beer.

I Love Louisa,
Louisa loves me.
When we rode on the merry-go-round,
I kissed Louisa.

And then Louisa,
Louisa kissed me.
We were so happy, so happy and free.

Ach! Ach! But she’s a
Beautiful Louisa,
Ach! When I choose ‘em,
I never want to lose ‘em!
Some day Louisa,
Louisa will be
More als just a fraulein to me.

Frenchmen love a glass of wine.
- More Beer!
The English think the whiskey’s fine.
- More Beer!
But when I comb off, all the foam off,
I drink a toast,
To the Germans and the madchen
I love most!

Ich liebe Louisa,
Louisa liebt mich.
Wenn wir auf der spiel kane,
Ich kuss Louisa.

Und denn Louisa,
Louisa kuss mich.
Wir sind so gluecklich, so gluecklich sind wir.

Ach! Ach! But she’s a
Beautiful Louisa.
Ach! When I choose ‘em,
I never want to lose ‘em!
Some day Louisa,
Louisa will be
More als just a fraulein to me.

More Beer!
More Beer!
More Beer!

Depois dessa explosão, eles sentam desanimados. Até que um deles estoura: "Droga, com tantos talentos qualquer um poderia fazer um show!". E eles tomam a decisão de consertar os erros e levar a coisa adiante.

Outra cena que me vem à mente é de Um Dia em Nova York (1949). Gene Kelly foi abandonado pela garota pela qual está apaixonado. Seus amigos notam que ele se afastou por causa do desânimo, mas vão lá para tentar animá-lo. E cantam esta música, até fazê-lo entrar na brincadeira:

Whenever you feel demolished, you must remember this:
Things are never as bad as they could be.
When friends of old departeth, there's one you'll never miss:
I'll be right with you, you can count on me.

You can count on me, you can count on me.
As the adding machine once said, you can count on me.

If you committed moider, and got locked up in jail,
And had to hang until your life was done,
I wouldn't call it moider for inspection not a rope
I'll be by your side till you are gone

I'll be by your side, I'll be my your side
As the flypaper told to the fly, I'll be by your side.

Oh, if you miss your mother a million miles from home,
Oh, think of how you once clung to her knee.
And though there is no other, on land or sea or foam,
When you're in doubt, you can cling to me.

Cling to me, cling to me, cling to me, cling to me!
You can cling to me.

If through a lot of follery, you lost your last red cent,
I wouldn't even stop to ask you why, to ask you why!
I'll pawn my mother's jewelry, I'll steal my sister's rent,
It's all for you, kid, you can milk me dry.

You can milk me dry, you can milk me dry,
As the cow to the farmer said, you can milk me dry.

O de lay ee, lay ee, o de lay ee ee,
O de lay ee, lay ee, o de lay ee ee
O de lay ee, lay ee, o de lay ee ee
Lay ee, lay ee lay ee o dee lay ee.

On a desert island do we coo at half the spray,
I'll take him into paradise indeed.
If wreak you could if only, bring out some pie I ay,
In fact you'll find that I am all you need.

I am all you need, I am all you need,
As the dog told the old tree trunk, I'm all you need.

I am all you need, I am all you need,
As the dog told the great tree trunk, I'm all you need.

You can count on me, you can count on me.
As the adding machine once said, you can count on me.
Two, four, six, eight, who do we appreciate?
You can count on me.

O que isso quer provar? Nada, na verdade. No máximo que estar junto dos amigos é a melhor maneira de superar tristezas. Ou que ver uma cena feliz de um filme também ajudar.

CASAIS DA FICÇÃO QUE EU ADORO - I


A Orfã (Paulette Goddard) e o Vagabundo (Charles Chaplin), de Tempos Modernos

O ROMÂNTICO DURÃO DEFINITIVO

 

Não lembro qual o diretor que disse essa frase, mas o personagem certamente era Humphrey Bogart. O tal diretor – pode ter sido John Huston, Billy Wilder, Michael Curtiz – disse que Bogart era o ator de cinema ideal, porque se o cineasta apenas dizia “Bogie, olhe para a esquerda”, ele olhava. Isso é revelador: Bogart, cuja morte completou 50 anos no domingo passado, tinha um conhecimento tão bom do que é o cinema que sabe que muito da atuação vem do que o diretor faz na montagem – ele não precisava mergulhar no personagem a cada mísero plano. O método de atuação do russo Stanislavsky não era com ele.

Mesmo assim, Bogart foi eleito em 1999, por centenas de atores, diretores, roteiristas e técnicos do cinema o maior astro do cinema americano (Katharine Hepburn foi a eleita entre as atrizes). Bogie conseguiu isso construindo um tipo muito particular no cinema americano: o cara cínico que só quer cuidar da própria vida, mas em determinado momento acaba tomando atitudes nobres e heróicas – tipo do qual o Rick Blaine de Casablanca (1942) é a síntese perfeita.

No Marrocos sob o domínio da França ocupada, Rick diz que está interessado apenas em seus próprios negócios, mesmo com a II Guerra explodindo lá fora e seu passado de engajamento com causas perdidas. A razão dessa postura, sabemos mais tarde, é a desilusão: ele foi sumariamente abandonado pela mulher que amava em Paris, no dia em que os alemães tomaram a cidade.

Aí, o destino apronta das suas: ela aparece em seu bar, entre tantos no mundo, acompanhada do marido, um líder da resistência. Rick sofre o diabo, relembra o passado, toma um porre, mas ela confessa que ainda o ama e explica tudo. E aí, ele volta a ser nobre, mesmo que não admita isso.

Mas preste atenção nos detalhes: em outro momento ele salva uma jovem de ter que se submeter a favores sexuais para obter um visto para ela e o marido. Ou seja: Rick, lá no íntimo, nunca havia deixado de ser nobre, mesmo durão.

É uma versão mais romântica do, por exemplo, Sam Spade de O Falcão Maltês – Relíquia Macabra (1941), seu primeiro grande papel como um herói – antes, só fazia gangters e, pior, dos que acabavam morrendo até antes do fim do filme.

Spade, da obra de Dashiel Hammet, é o detetive envolvido em uma trama de assassinatos na busca por uma estatueta preciosa, depois que é procurado por uma mulher de índole duvidosa. Após O Falcão Maltês, qualquer ator que interprete um detetive parece estar imitando Bogart – e a maioria está mesmo.

Ator penou nos papéis de gansgter

Até chegar a ser um improvável herói romântico, Bogie penou muito no cinema. E, antes, no teatro, quando passou anos em papéis mínimos no palco, até começar a ter personagens melhores. No cinema, a mesma coisa: dez filmes sem muito a dizer ou fazer, a partir de 1930. Até que em 1935, fez o gangster de A Floresta Petrificada no teatro e arrasou. Quando o filme foi feito, ele estava lá também.

Mas a partir daí, seus papéis ficaram quase sempre no bandido secundário – ou terciário – atrás de James Cagney e Paul Muni. Até ninguém querer fazer O Último Refúgio (1940), o papel sobrar para ele e o filme dar realmente certo. Depois, vieram O Falcão Maltês e Casablanca – este, seu 46º filme!

Dois anos depois, veio Uma Aventura na Martinica (1944) e, com ele, Lauren Bacall, 20 aninhos. Bogie estava nos 46 e no seu terceiro – e desastroso – casamento. Eles se apaixonaram e foi com Bacall que o ator viveu até morrer, em 1957 – além de contracenarem mais três filmes, como À Beira do Abismo (1946), onde Bogart foi o detetive Philip Marlowe e confirmou que ninguém vestia um chapéu e um impermeável como ele.

Até lá, ganharia o Oscar de 1951 com Uma Aventura na África, na época da ascensão do Actor’s Studio, com o método Stanislavsky tinindo em atores como Marlon Brando, Montgomery Clift e, depois, James Dean. “Eles mastigam as palavras com as gengivas. Por que não aprendem a falar direito? As palavras são importantes!”, dizia o grande Bogie.

Cinco filmes para entender Humphrey Bogart

O Falcão Maltês - Relíquia Macabra (1941) - O primeiro bom papel de Bogart como herói, depois de anos como gangster nos filmes: o detetive Sam Spade lida com contrabandistas e com uma mulher misteriosa para saber porque todos querem uma certa estatueta. O filme forjou a persona de Bogart na tela.

Casablanca (1942) - Pela primeira vez, Bogart consegue fazer um papel romântico. Entre as cenas de suspiros e beijos com Ingrid Bergman, uma atmosfera de espionagem onde o ator pode exercitar seu cinismo, na cristalização de um tipo que é durão, mas sabe amar.

O Tesouro de Sierra Madre (1948) - Um dos melhores papéis de Bogart, como o vagabundo que entra numa expedição em busca de riquezas numa montanha mexicana e não resiste ao isolamento e à ambição: acaba enlouquecendo e traindo seus sócios.

Uma Aventura na África (1951) - É o filme com o qual Bogie ganhou o Oscar de melhor ator. John Huston levou a ele, sua esposa Lauren Bacall e a atriz Katharine Hepburn à África para contar uma história que mistura comédia e aventura durante a I Guerra. E aproveitaram para beber e caçar elefantes.

Sabrina (1954) - Bogart em um papel diferente: é o milionário que só pensa nos negócios da família, mas acaba tendo que paquerar uma mocinha (Audrey Hepburn) para que seu irmão playboy não desfaça um noivado vantajoso para ficar com ela.

HERÓIS CONTRA O MACARTISMO

 

No começo era a Era de Ouro. Nela, que compreende basicamente o período da Segunda Guerra Mundial, o sucesso dos super-heróis Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha impulsionaram o surgimento de inúmeros outros, muitos deles campeões de vendagem nas bancas. No final dos anos 1940/ começo dos 1950, os quadrinhos em geral começaram a sofrer uma vigilância moralista que tinha tudo a ver com a paranóia comunista que os Estados Unidos viviam na época. Novos heróis – ou releituras de antigos heróis – tiveram que surgir para dar novo impulso aos quadrinhos. Aí, começa a Era de Prata. E é a transição entre esses dois períodos o tema central da fenomenal DC – A Nova Fronteira, cujo segundo e último volume está nas bancas.

Resumir assim é simplificar demais o alcance da obra de Darwyn Cooke, que fez roteiro e arte. A Nova Fronteira faz um intertexto pela transição editorial pela qual passaram os quadrinhos de super-heróis no período e o que estava acontecendo no mundo na época (Guerra da Coréia, macartismo, corrida espacial, luta pelos direitos civis prestes a ganhar força...). Cooke mostra os três maiorais ainda na ativa (cada qual a seu modo) e reconta as origens de Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte, principalmente. Outros personagens estão lá, com maior ou menor destaque, todos com tramas paralelas muito bem amarradas entre si, com ótimas cenas para todos.

Depois de uma primeira metade que é basicamente um imenso prólogo – e já é sensacional – os capítulos finais mostra finalmente a ameaça que vai obrigar os novos heróis a se unirem – sob a orientação de Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha – e o governo a aceitá-los, sem forçá-los a escolher entre revelar sua identidade ou cair na clandestinidade. A série tem a “participação” do jornalista Edward Murrow (retratado no filme Boa Noite e Boa Sorte, 2005 – aliás, o Flash faz um citação textual de seu programa em determinado momento da trama) e também de John Kennedy num segmento importante.

E o elegante e nostálgico traço de Cooke, num belo registro de arquitetura, design de interiores e penteados dos anos 1950, é um show à parte. Uma obra-prima dos quadrinhos, sem dúvida.

DC – The New Frontier. Panini Comics, 2006. Roteiro e desenhos de Darwyn Cooke. 208 páginas. Formato R$ 25,90.

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